Olá, colegas! Espero que esteja tudo certo com todos. Estou começando a escrever este artigo na bacana cidade de Hervey Bay. O local é muito especial por dois motivos. O primeiro deles é que a região é um ponto de descanso para milhares de baleias, ao todo entre 15 mil a 20 mil baleias passam pela costa de Hervey Bay entre o final de julho e começo de outubro, um dos pouquíssimos lugares do mundo onde isso ocorre. Ao chegar na cidade, tive a oportunidade de avistar algumas baleias. O segundo motivo é ser a porta de entrada para a famosa Fraser Island. Marquei um tour de três dias e duas noites. Geralmente, o custo gira em torno de 500 dólares, mas consegui por meio de um site chamado bookme o preço de 250 dólares, o que é bem razoável. Irei pilotar um 4x4 no meio de dunas, praias e lagos, seguindo um 4x4 de um guia com experiência. Creio que será uma experiência fantástica. Falando em experiências extraordinárias, os últimos três dias foram demais. Não estava no roteiro, mas resolvi fazer um desvio de “apenas” 900km e visitar dois parques nacionais quase perto do outback australiano. O primeiro foi especial, só havia eu e a Sra. Soulsurfer num parque nacional belíssimo. Uma estrada sinuosa, cheia de buracos, de terra e com declives para dormirmos literalmente no meio da floresta. O outro parque foi algo surreal. Fiz uma trilha de 25km, a maior da minha vida em único dia, e foi simplesmente inacreditável. Estou com vontade de escrever sobre essas experiências, mesmo que não seja do interesse da maioria dos leitores desse blog, mas resolvi dissertar sobre algum tema diferente de viagens. O assunto escolhido foi herança.
Abordarei o tema sobre uma perspectiva não muito usual, talvez seja a primeira vez que muitas pessoas pensem ou reflitam a respeito com esse viés. Se este for o caso, creio que a função do artigo, se é que um artigo desse blog precisa ter alguma finalidade - eu creio que não - , terá sido atingida. Na verdade, irei falar sobre o tema mais precisamente apontando a incongruência de alguns argumentos. Vejam, estimados leitores, não há nada pior para uma argumentação do que a incoerência. Numa discussão séria, quando uma incongruência é mostrada, a discussão acaba. Eu fico muito surpreso quando, mesmo com as eventuais contradições do discurso apontadas, a conversa ainda continua. Isso não tem nenhuma lógica, e não é nem um pouco racional. Quando digo que a discussão acaba, obviamente não é do tipo “ah, não leio mais sobre isso” ou “ah, você pensa diferente de mim, você na verdade é isso (colocar qualquer rótulo)” ou argumento do tipo Katchanga "sua opinião é muito rasa e superficial". Não, a discussão acaba, pois quando um discurso cai em contradição, ele soçobra, ele simplesmente desmorona e querer salvá-lo não faz sentido. É verdade que um eventual debatedor pode não reconhecer a contradição, e obviamente isso também é legítimo, desde que seja apoiado em argumentos, não em discursos emocionais.
Pois bem. Feita a pequena digressão do parágrafo anterior, posso iniciar o tema do artigo. Quando se fala em herança, o senso comum, ou a imagem que vem na cabeça, é muito provavelmente a herança individual, quase sempre algum(ns) imóveis. Não é uma imagem errada. O que é a herança senão a passagem do capital acumulado de uma geração para a próxima. Já escrevi sobre o tema, mas não custa relembrar alguns conceitos básicos.
Basicamente, um indivíduo pode ter renda do seu trabalho ou renda de capital. Para se ter renda de capital, é necessário possuí-lo. A afirmação é quase tautológica, mas é crucial para entendermos alguns fenômenos. A independência financeira almejada por muitos blogueiros ou não, nada mais é a situação onde uma renda proveniente de um capital previamente acumulado seja suficiente para manter um determinado padrão de vida. Logo, a pessoa nessa situação não precisa de renda do seu trabalho, ela, se assim o quiser, pode manter-se apenas com a renda do seu capital. Como se pode conseguir capital? Colegas, só há duas maneiras: por meio da poupança de uma parte da renda do salário ou recebendo o capital acumulado por alguma outra pessoa. A herança nada mais é do que um exemplo do segundo caso. Num caso mais corriqueiro, por exemplo, um filho recebe uma casa - que nada mais é do que capital acumulado na forma de imóvel - do seu pai falecido. Assim, o filho agora possui capital acumulado e pode usufruir renda desse ativo, no caso por meio de aluguéis, ou se for do seu desejo simplesmente vender a casa e gastar o patrimônio herdado.
Qual é o mérito do filho que herdou essa casa? Muito provavelmente nenhum. Falo provavelmente, pois às vezes o filho pode ter ajudado o pai de alguma maneira a adquirir esse bem. Entretanto, na maioria dos casos, não há mérito algum, os herdeiros apenas recebem um capital acumulado às custas do esforço dos outros, nesse caso a geração anterior. Por causa desse motivo, muitas pessoas bradam e dizem: “ Eu prosperei pelas minhas próprias forças, sou um vencedor, não herdei nada de ninguém. Aliás, a herança é um mal, o que importa é a herança ‘educacional’". Certo, prossigo com o raciocínio.
Qual é o mérito de um dinamarquês ter nascido na Dinamarca? “ Como assim, Soul?” Não entendi o ponto” alguém pode pensar. Repito a pergunta: Qual é o mérito de um dinamarquês ter nascido na Dinamarca? A resposta só pode ser nenhum mérito. O motivo da pergunta ficará mais claro no decorrer do artigo.
O que torna uma pessoa rica? Quem me conhece, nem que seja apenas pelos artigos do blog, pode muito bem imaginar que a verdadeira riqueza para mim não se mede com bens materiais. As verdadeiras relações humanas não são construídas e mantidas por meio de dinheiro, na verdade ele é um dificultador , mas por outras coisas. Entretanto aqui irei usar o termo riqueza no sentido apenas financeiro. Uma pessoa é rica em função do seu patrimônio acumulado, seja por meio de poupança, seja herdado. E o que torna um país rico? A resposta para a questão é a mesma da resposta para os indivíduos: capital acumulado Se a questão o que torna uma pessoa rica é mais comum, a pergunta sobre os países é mais infrequente.
Muitas pessoas, de maneira incorreta é claro, tendem, nem que seja por processos mentais involuntários, a pensar que os países ricos são ricos desde sempre. A Dinamarca sempre foi uma ilha de prosperidade, e na Nova Zelândia sempre se viveu bem. É como se a riqueza acumulada tivesse brotado. Não foi assim que aconteceu. O capital de um país não se acumulou da noite para o dia. Gerações precisaram construir com “sangue, suor e lágrima” na forma de poupança o capital acumulado do país.
Se você visitar um site da internet como o Instituto Mises Brasil, irá ver inúmeros artigos falando que os sindicatos do final do século 19 e começo do século 20 não tiveram qualquer participação na melhora de vida dos trabalhadores. Lá naquele espaço virtual, geralmente de forma virulenta, costuma-se dizer que “quem acha que a vida no século 19 era igual a vida dos confortos e comodidades do século 21, não passa de um ignorante”. E qual é a principal diferença entre a vida de 150 anos e agora? Segundo os coordenadores do próprio site a principal diferença é o capital acumulado. Concordo que essa é uma grande diferença, e que a vida de hoje é muito mais fácil do que a de outrora, porém ir ao extremo de negar conquistas de movimentos organizados parece-me não se sustentar. Porém, esse não é o foco aqui, o que quero chamar atenção, é que até para uma ala de pensamento mais “extrema” de pensamento econômico a geração atual só pode ter uma vida melhor pelo acúmulo de capital das gerações anteriores.
E o capital acumulado pode ser de várias formas. Pode ser o capital humano da alta educação passada de uma geração para a outra. Pode ser o “capital" de instituições sólidas. Muitos falam do Brasil e de suas instituições, mas eu me pergunto se essas pessoas algum dia refletiram sobre o que muitos países desenvolvidos passaram para chegarem no estágio atual. O preço que gerações inteiras pagaram com muito sofrimento, algo que nem remotamente aconteceu no Brasil. Na Europa, duas guerras devastaram o continente, e as cicatrizes desses conflitos podem ser vistas até hoje, mesmo com quase 70 anos do fim da segunda guerra mundial. Talvez não se reflita que a revolução francesa, que nada mais foi uma revolução para a obtenção de direitos humanos, data de 1789. Portanto, as instituições de muitos países foram obrigadas a evoluir depois de muito sofrimento, doação e bravura de muitas gerações. Assim, um Francês que nasce hoje, um Australiano que possui 20 anos, recebeu um país rico, sem fazer absolutamente nada para tal, ele apenas nasceu no local correto na hora certa.
Talvez a pergunta sobre o Dinamarquês comece a fazer mais sentido agora. Um Dinamarquês de 20 anos não possui qualquer mérito em ter nascido num país com um capital, sobre as diversas formas, acumulado tão grande. E qual é a consequência disso. Comparemos com um jovem de 20 anos nascido na Somália. Em média, o jovem Dinamarquês viverá muito mais, será muito mais rico, terá uma educação formal infinitamente superior, provavelmente falará mais de uma língua, se comparado com o jovem Somali. Falo em média, pois obviamente sempre poderá ter as exceções, mas a média , nesse caso específico, nada mais é o que acontece com a maioria das pessoas. Ignorar os dados, por causa de alguma história individual, não faz o menor sentido e apenas atrapalha num correto entendimento sobre a realidade.
Imagine colocar um jovem médio Dinamarquês ao lado de um jovem Somali. Aos olhos de uma sociedade (e eu fico assustado como tantas pessoas podem se apequenar tanto e considerar sucesso financeiro como sinônimo de sucesso humano, escreverei um artigo especificamente sobre isso) onde o sucesso material representa quase tudo, fica claro que o europeu parecerá um vencedor, e o africano um perdedor. Porém, qual é o mérito do Dinamarquês nisso tudo? E qual é a culpa do Somali nisso? Evidentemente, não ha mérito, nem culpa, o mundo é apenas assim. Uns tem sorte de ter nascido em países com grande acúmulo de capital na época certa (e não há 200-250 anos), outros, muitos outros diga-se de passagem, tiveram o azar de nascer em países com quase nenhum capital acumulado.
Fica evidente que ninguém prospera sozinho. Ninguém é o vencedor solitário da sua própria vida. Um dos homens mais brilhantes de todos os tempos (ao lado de Einstein em minha opinião), disse certa vez, ao ser congratulado por suas teorias, que ele nada mais tinha feito que “se apoiado no ombro de gigantes” - foi Isaac Newton que proferiu essas palavras. Uma das maiores mentes de todos os tempos foi humilde o bastante para reconhecer que sem gerações anteriores, sem o conhecimento anterior acumulado, muito provavelmente não seria possível para ele chegar nas conclusões cientificas sobre gravitação, cálculo, etc. No meu primeiro artigo sobre a Austrália, destaquei expressamente uma frase de uma placa num memorial da segunda guerra que dizia: “Nós estamos aqui hoje, devido aos lugares em que estivemos ontem”. Destarte, os australianos de hoje apenas tem uma boa vida, pelo esforço das gerações anteriores, seja acumulando patrimônio, seja entregando a própria vida em conflitos sangrentos.
Assim, o simples fato de você ter entre 20-40 anos e ter nascido no Brasil já o coloca numa posição de superioridade de quase mais do que a metade da população humana. Se você teve sempre um teto e comida na mesa, independente de sua origem, então a sua situação com certeza foi muito mais privilegiada do que a maioria dos seres humanos. E você não tem qualquer mérito nisso. Não acredita? Imagine, faça um esforço, como seria a sua vida, se ao invés de ter nascido em São Paulo ou no Rio de Janeiro, ou em qualquer outra cidade brasileira, você tivesse nascido em algum campo de refugiados em algum país esquecido da África. Sua mãe estuprada por cinquenta soldados rebeldes de uma só vez, quatro dos seus cinco irmãos assassinados. A sua expectativa média de vida de dezenas de anos a menos do que um europeu de um país desenvolvido. Não há educação, não há empregos, há apenas desespero. Imaginou-se nessa vida? Não se importa com isso, pois não lhe diz respeito? Talvez não diga, o que é uma atitude triste em minha opinião, mas saiba que você é privilegiado de ter nascido num país de renda média como o Brasil, com instituições relativamente estáveis nas últimas décadas. Você não possui qualquer mérito nisso, bilhões de seres humanos serão mais pobres do que você (eu disse bilhões, não milhões), viverão em média menos do que você, terão muito menos educação formal do que você, e você não possui qualquer mérito nisso.
A incongruência maior de pessoas que repudiam a herança no nível individual é quando as mesmas admiram e buscam morar em países com uma patrimônio acumulado gigantesco de gerações anteriores. Ora, se uma pessoa despreza a herança em nível individual, uma atitude plenamente justificável, cai numa contradição enorme ao querer desfrutar a riqueza acumulada por gerações que nem mesmo lhe dizem respeito. Um jovem australiano de 20 anos pode ter tido um avô que faleceu na segunda guerra mundial o que pode ter causado um trauma no seu pai que pode ter sido passado para ele na forma de uma infância não tão feliz, ou pode ter tido um pai que poupou bastante e ajudou o país a prosperar, ou seja, pode ter algum vínculo, nem que de forma indireta, com as privações necessárias para a construção de riqueza financeira e institucional. Um brasileiro que queira morar na Austrália, com quase toda certeza, não possui qualquer elo, nem de forma indireta, com as gerações australianas anteriores. Ou seja, a pessoa irá usufruir o bem-estar geral de uma sociedade sem ter qualquer mérito ou participação nisso.
Faria muito mais sentido, e seria muito mais lógico, se uma pessoa que despreza a herança no nível individual fosse para países como Somália, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Yemen, ou seja, países com quase nenhum capital acumulado em nenhuma das formas. Lá, elas poderiam exercer o “mérito” próprio em toda plenitude, sem qualquer apropriação do capital acumulado de gerações anteriores. Bradar com toda força que não é um herdeiro individual, mas querer ser um herdeiro da riqueza alheia de outros países não possui qualquer coerência.
“Mas, Soul, e a riqueza passada a nível individual, não há nenhum mérito nisso”, claro que não colega, como expressamente dito por mim nos primeiros parágrafos. Não há qualquer mérito em receber uma herança substanciosa. Receber um grande capital acumulado de uma geração anterior obviamente desequilibra o jogo. Imagine então receber uma herança individual e ainda nascer num país como a Alemanha? Alguém realmente acha que há qualquer mérito numa disputa assim? É evidente que não. Tanto é verdade, e aqui cito mais uma vez o IMB, que mesmo a ala libertária de pensamento econômico não fala em mérito em conquistas financeiras, mas sim em geração de valor , uma ideia que para mim tem os seus furos e posso abordar qualquer horas dessas em algum artigo, mas com certeza é muito mais forte do ponto de vista argumentativo do que a simples ideia de mérito. A própria noção de mérito é supervalorizada, e se eu trazer à tona estudos na área de neurociência, o que para mim é vital em qualquer discussão minimamente séria sobre comportamento humano, isso é ainda mais evidente. A vida em sociedade humana na maioria das vezes nada mais é do que uma sucessão de atos aleatórios sobre os quais os indivíduos tem pouco ou nenhum controle. É basicamente sorte ou azar. Há tantos filmes e livros que tratam sobre essa temática nas mais variadas formas, que fica difícil enumerar. Porém, cito o ótimo livro escrito pelo físico Leonardo Mlodinov (há ótimos livros dele como "A Janela de Euclides") chamado “O andar do Bêbado - Como o acaso determina nossas vidas”. É um livro simples e fácil de ler e muito interessante.
Um ótimo livro. Se quer ler novos livros, não leia livros que apenas corroboram o que você pensa. Sempre irei bater nessa tecla. Desafie o seu sistema 2, e amplie o seu horizonte racional e cognitivo.
Há um video muito interessante de uma entrevista onde o economista Milton Friedman responde a uma pergunta sobre mérito ou não de herdeiros e se a herança não deveria ser brutalmente taxada. A resposta dele foi mais ou menos no sentido de que um dos maiores incentivos de uma geração é construir uma vida melhor para a geração posterior e que um imposto alto sobre a herança iria simplesmente destruir essa lógica, fazendo com a geração atual simplesmente não se desse mais ao trabalho de poupar e entregando-se ao consumo conspícuo. O homem que disse que “a única função social de uma empresa é gerar lucro” raciocinou de que cada geração deve deixar a vida da geração posterior melhor. Nesse ponto, eu concordo inteiramente com ele. A geração atual tem obrigação de deixar o mundo de um jeito pelo menos igual, de preferência melhor para gerações futuras. Infelizmente, não é o que provavelmente vai ocorrer, mas aqui já entro na seara de um tema que chama muito minha atenção que é a insustentabilidade da forma atual de consumirmos e nos organizarmos economicamente, o que não é o tema desse artigo.
Portanto, recapitulando e me encaminho para o final do artigo. Não há qualquer mérito em receber capital acumulado de uma outra geração, seja na forma individual, seja na forma coletiva nas mais diversas formas de capital. Não há qualquer problema lógico ou filosófico de se desprezar a herança individual, desde que a pessoa queira emigrar para o Sudão do Sul, não para a Alemanha ou outros países de grande capital acumulado por gerações anteriores. Caso não queira emigrar, para a posição continuar coerente, a pessoa deveria advogar que todo o capital acumulado anterior do país onde vive, por exemplo, fosse destruído, pois não há mérito em receber pontes, estradas, aeroportos, ativos que vieram do acúmulo de gerações passadas. Um dos maiores representantes dos economistas libertários acredita que um dos principais incentivos da geração atual é proporcionar uma vida melhor para gerações futuras. Não, você não é um triunfante vencedor solitário que venceu por méritos exclusivamente próprios num mundo caótico, muito provavelmente você teve sorte de nascer em um país não devastado, com capital médio acumulado e com instituições minimamente estáveis.
Por fim, o exemplo de emigração não foi tendo ninguém em vista. Primeiramente, porque sei que muitos que escrevem, ou leem sobre finanças, possuem o desejo legítimo de emigrar. Em segundo lugar, porque eu não faço a mínima ideia do que as mais variadas pessoas pensam sobre herança. Agora, se alguém por ventura despreza a herança individual, e quer emigrar para países com grande capital acumulado, fica a reflexão sobre a incoerência da postura. Por último, antes que venham os usuais comentários agressivos com falácias ad hominem, respondo que muito provavelmente serei um herdeiro individual. Tive sorte de nascer numa família onde houve acúmulo de capital, seja financeiro, seja educacional, seja ético. Sou um privilegiado e não tenho qualquer mérito nisso, tive apenas sorte de nascer nessa família. Entretanto, minha IF não depende disso, e meus cálculos quase nunca levam isso em consideração. Se eu for considerar o que provavelmente num futuro venha a herdar ou receber como doação , caso todo o capital acumulado seja passado ainda em vida, a IF de filhos que ainda nem tenho estaria assegurada. Aliás, é assim que eu vejo. Caso eu tenha filhos, e eles venham a crescer e a se desenvolver com fortes princípios éticos, pretendo apenas ser um fiel depositário de todo o capital acumulado ganho por mim, ou simplesmente recebido das gerações anteriores da família.
É isso, não sei se conseguirei postar o artigo antes de ir para a Fraser Island. Espero que eu tenha uma grande experiência, assim como espero que todos tenham uma ótima semana.
obs: só consegui publicar o artigo agora. A Fraser Island é um local único no mundo. Foi muito especial mesmo a experiência, fora as pessoas excepcionais que eu conheci no passeio. Show de bola mesmo.
Grande abraço!












